Herr Ludwig meu marido sabe fazer uma mulher atirar a calcinha beeem
longe e afastar as coxas para ele. Já fez muitas (eu inclusive). Como troféu
maior, desvirginou cinco (não fui uma delas). Bom menino, não lembrava dessas
proezas nem as considerava proezas. Fui eu que o fiz lembrar e contar cada
pedaço de detalhe, se cada uma delas sangrou muito ou não, se gemeram de
dor. (Hipercafajestte, eu). Eu me orgulho das proezas de meu marido. Não
tenho nem um pouco de ciúmes das namoradas que teve antes de se casar comigo
- e nem das que teve depois.
Ciúmes - Ludwig é isento de tal coisa. Posso namorar beijar, ir até o final
com um namorado até o outro lado e sair pelo avesso . Não é que ele seja
indiferente, ele fica feliz. Me fez aprender outro lado: eu sempre quis
transar com outros homens. Sentir o corpo deles mesmo, o cheiro, tudo físico.
Amor, só entre nós.
A primeira que elederrubou foi em ainda em Berlim, menina de catorze, mesma
idade dele. Clorótica lourinha, calcinha cor de rosa de babados (ele espremeu
a memória a meu pedido para lembrar) que levou duzentas horas para tirar.
Mas tirou. E deixou um fio vermelho-vivão tinturando a fronha e que deu trabalhão
para lavar.
Foi a primeira que meu marido devorou (eu, machista?! Magina! Só or-gu-lho-sa!)
. No livro conto um episódio de Ludwig vestido de Adão, ajoelhado numa
cama, diante de amiga minha, deitada safadinha e íssima, vestindo só um
micro-brinco. E rindo para mim, piranhazinha fofa. Senti os chifres. Depois
acostumei e gostei. Chifre, só tem quem não sabe. Quem sabe, vê e participa
não é corna.
É isso que Ludwig acha. Peguei-o já com mais de quarenta, engenheiro e
acostumado a emprestar camisas para garotas tomarem café da manhã depois
de passarem noite inesperada com ele.
Ludwig fez amor com lésbicas com virgens com viúvas recentes com casadas
ccom swingers e no começo morria de medo que eu tivesse ciúmes disso. (Para
ver como nos conhecemos, leia o primeiro capítulo).
Depois viu que eu morria de rir disso. Se quisesse santo, iria para igreja,
disse eu a ele e ele adorou. E se ele também quisesse uma freira,que fosse
para um convento.
Ele queria uma mulher que não o quisesse exclusivamente, nem fosse exclusivamente
dele. E eu sem o saber queria o mesmo. Certos outro para o um.
alto
Como me veio esse livro
Eu tinha dois amigos casados aliança-no-dedo que estavam quase a se separar.
A cama era interessante como mingau de chuchu sem sal vendo propaganda
partidária. Quis ajudá-los e um dia depois de uma balada acabamos transando
a três. Nós duas vestíamos as calcinhas de volta quando minha amiga disse
que já tinha me visto escrever (coisas aspas sérias) e que eu deveria escrever
as coisas de cama-e-amor das pessoas que eu conhecia, de Ludwig e as minhas.
Comecei por esse mesmo episódio, da transa com meus amigo, a que dei o nome
de Um Casal e uma Mulher. Não se separaram. Foi um sucesso. Rárá!
O segundo episódio que escrevi foi o de como conheci Ludwig, autêntica
cabeça-ponta na minha vida. Esse virou o primeiro capítulo.
Ludwig disse que o livro estava muito mansinho, eu precisa me colocar inteira.
Criei coragem e coloquei episódio de logo depois do casamento, em que aconteceu
algo entre eu e uma linda amiga minha, radialista que tinha rompido o noivado.
Com ela aprendi como pode ser gostoso uma mulher amar outra. E virou o
episódio Eva e Eva.
Depois, é claro, tinhs de colocar uma proeza do maridaço, uma vez em que
ele na minha frente e numa boa, cantou e transou com a mulher de um amigo,
que passava o fim de semana em nossa casa no Vale do Ipê. E foi esse o
episódio Morena Beleza (era uma das morenas mais lindas que já conheci).
Tem dois episódios de adolescência, Para que servem os primos, e Breve
Momento entre duas moças. Tem gente que acha que adolescentes são anjinhos
de asas tatalantes, que só pensam no Céu e nem sabem o que é isso, e aprendem
tudo no décimo de segundo em que completam dezoito anos. E têm plena razão.
É isso mesmo. Eu era um anjo barroco de asinha até completar dezoito.
(e depois também! Rárá!)
Tem uma metida entre duas moças, que eu presenciei (Melhor Aluna); tem
transas entre casais de mulher e homem, que eu vi (Perdendo a Virgindade
e Adriana, a Terrível) , tem sobre uma assunto proibido, o sexo por trás
e não estou falando do banco de trás do carro, no qual presenciei uma cena
linda de ver o rosto de uma jovem enquanto o namoradinho curtia a virgindade
de seu lisinho bumbum, prestes a ser perdida.
Coloquei o que me pareceu interessante, e tem muito mais. Gosto de ver
pessoas felizer. E de ser, também!
alto
Eu e meus irmãos
Mulherzinha
Não tive muito contato com a quase-metade masculina do mundo até
as cinco horas e trinta minutos de um dia dezoito de maio. Era o dia seguinte
ao meu aniversário e eu ainda estufada de bolo-de-chocolate com Fanta não
me acostumara que por um ano teria de dizer “Catorze” quando me perguntassem
quantos anos tinha.
O mundo revirou, engoliu-se. Acordei mais que na marra e Rafa me desenrolava
do lençol feito Júlio César a Cleópatra no tapete.
- Me larga, chato – disse me agarrando ao que restava do lençol.
- Vai com a gente. Em cinco minutos.
Nossa casa no Poço Rico seguia o caminho inverso a Roma. Esta evoluiu
do Consulado para o Império. Não sei se chegamos a ter Império mas na minha
adolescência estávamos em plena fase consular. O Imperador era meu pai, cargo
mais nominal que imperial, o nariz a roçar nos boletins do conselho de contabilidade
- seccional Minas depois da sopa. Minha mãe, a imperatriz, havia muito reduzira
seus poderes a pilotar as panelas de arroz-com-couve. O poder se concentrava
nas mãos do Cônsul pleno Rafael, meu irmão mais velho.
Antes meus irmãos eram sombras, cinco seres que vagamente disputavam comigo
o tempo de banheiro e se empilhavam no mesmo quarto, eu no meu sozinha, privilégio
de única mulher. Eu sabia que as sombras acordavam em horas escuras e faziam
corridas do nada ao lugar nenhum antes da escola, corridas que eu não acompanhava,
privilégio de mais nova.
E os privilégios acabaram. Os catorze anos eram uma faca que cortava a
vida num antes e depois. Antes, o acordar às seis e quarenta e cinco, só
a tempo de se apertar na farda e engolir o café antes da escola. O depois
era outro planeta. Entendi o presente do dia anterior, um par de reebocks
cor-de-rosa, uma concessão à minha feminilidade. Querendo colocar palitos
nas pestanas para manter os olhos abertos enfiei os reebocks, apertei-me
numa bermuda de lycra lilás.
Meia dúzia de minutos depois cinco rapazinhos corriam pela Osório de Almeida
ladeando o posto de gasolina, com uma meio-menina a se dormir-correr umas
duas dezenas de passos depois, cidade ainda com friozinho de madrugada.
- É a última, é uma mulherzinha, hahá! Mulherzinha!
- Eu SOU uma mulher, bobões – gritei, e naquele momento soube que era
uma.
Dia seguinte, coisa mesma, dias seguintes, o mesmo, Mens sana in corpore...
como diz o ditado boboca. Cansei dos vinte ou mais metros sempre atrás e
creio que cansei numa madrugada em que decidi que era impossível dormir e
correr ao mesmo tempo. Então corri. Meus irmãos esfregaram os olhos: a mulherzinha
encostava, dez metros atrás, sete, dois, dois na frente do último, passando
do terceiro, chegando em segundo.
Virou padrão. Eles tinham mais explosão, eu tinha mais resistência, eles
tinham mais músculo, eu era mais leve. Ao fazer a curva final no cemitério
eu era a primeira, quase sempre a segunda, superada apenas pelo terceiro
irmão que também tinha perna para a corrida. Esquentavam as canelas mas não
tinha jeito, na porta da casa estava eu a fazer gozação e me desviar dos piparotes.
alto
Viagem ao meu quintal
(relato que nunca será terminado)
Eu dou as boas-vindas a você que escolheu me acompanhar em
minhas viagens de prazer-e-amor, e fiz muitas. Fiz sorrisos dizendo giz para
o fotógrafo na frente de uma placa “Ponte Internacional – Arroio Chuí” e
beijei com os tornozelos na agüinha morna do Oiapoque, a Guiana Francesa do
outro lado. A primeira viagem porém não gastou mais que trinta passos, e foi
talvez a mais funda. É a que você acompanha agora. Dê-me o braço, vamos
juntos.
Drummond tem um poema chamado “Infância” no
qual diz que o pai montava a cavalo, ia para o campo, a mãe ficava cosendo, a
preta fazia o café, o irmão mais novo dormia. Lindo, muito lindo. Tremo os
lábios. Minha história, bem, é linda também. Não tão poética, receio. Para
começar éramos seis, o que parece o título de um famoso romance. Mas não seis de
família, éramos seis irmãos. E se não fosse por mim, o “irmãos” seria literal.
Eram cinco homens e eu, caçula e mulher.
Não tão poético. Meu pai ia para o
escritoriozinho de contabilidade na avenida Rio Branco, a cidade era a Rio
Branco e pouco mais. Minha mãe vigiava panelas e de noite dava aulas na
escolinha do estado. Meus irmãos estudavam. E passavam longas, longuíssimas
horas no banheiro. Meus pais eram tradicionais mas não tanto. Papai enterrava a
cara na página de classificados, mamãe suspirava quando eu por um triz reclamava
daquela fieira de machos ocupando o único banheiro da casa. Fazia cara de
é-a-vida e não dizia nada.
O que eles faziam fora dali eu sabia, era a
campeã da xeretagem. Rafael era o mais velho, o Rafa. É comum em recordações de
caçulas o mais velho ser um bonitão, príncipe. Não era o caso. Rafa era alto, é
certo, e pouco mais. Não sabia onde meter tanto braço, tanto excesso de perna.
Fizemos gozação em uníssono quando apareceu
com a primeira namoradinha. Eu particularmente fiz. Ela estudava num colégio na
avenida Independência. Glorinha, Maria da Glória, economizava palavras como se
essas custassem dólares, lábios de muita carne sempre com o mesmo batonzinho
leve-carmim, os vestidos unicores e terminando plissados na saia. Eu implicava
com tudo, desde as roupas parecidas até a timidez da garota. Encaixavam-se numa
ponta de sofá para assistir o Viva o Gordo e eu fazia ataques de beliscões,
tática de guerrilha, atacava e me escondia atrás da geladeira, mamãe a me mandar
parar com isso e a menina a sorrir com vontade de devolver com juros cada
beliscada. E eu parava, durante dois minutos. Aí fazia de novo.
Nossa casa era velha e o terreno grande,
atravessava o quarteirão quase dando com as costas no Paraibuna. Quintal comum,
restos de madeira, mato, peças abandonadas de carro. Era o meu reino. Não havia
tábuas velhas, e sim cidades muradas. Não mato, mas bosques de árvores com
casinhas onde moravam princesas que não sabiam que eram. Não chassis ou
arruelas, mas engenhos de cana e trigo.
E como todo reino, tinha um castelo. Claro,
as outras pessoas o viam de forma completamente errada. Para elas, era um
quartinho de despejos, rico apenas em poeira e restos de solvente e vassouras.
Para mim era a Corte. Aias, mucamas, duques barbudos e bobos-da-corte piadistas
povoavam as vidraças e ameias, e tramavam casamentos e saracoteavam em valsas.
Tão feliz era na minha Corte que muitas
vezes não dava para esperar um baile marcado para o dia seguinte. Dez, dez e
meia da noite, eu sem sono punha um pé para o lado de fora da janela, com
cuidado punha o outro, pulo de meio metro e estava no quintal. Atravessava os
bosques, com cuidado com os dragões passava ao lado das aldeias dos felizes
camponeses e logo o castelo se iluminava de velas, e os casais de duques,
marqueses e reis de reinos vizinhos eram anunciados por um pajem no portão de
ouro.
Uma noite daquelas eu estava no castelo. O
rei de Riolândia queria casar sua linda filha com o Imperador de Arvoristão e
logo quando ele fazia o pedido eu ouvi um barulho fora. Podiam ser invasores
bárbaros a tentar impedir o casamento, mas não. Eram dois, eram duas sombras,
eram meu irmão e sua boba namoradinha, agachados, mão-dada, olhando para os
cinco lados. Parecia que eles é que fugiam de bárbaros.
Dei pulo, a Corte toda se escondeu, eu me
enrolei em sedas finas ou num pedaço de lona que meu pai amontoava desde o
princípio da eternidade num canto. Pequenininha e contraída como gata-com-frio,
apenas meus olhos acharam um buraco entre a lona.
Por esse buraco vi os fugitivos chegarem.
(Logo os classifiquei fugitivos). Continuavam espichando pescoços, olhando
lados. Arfavam como corredores das olimpíadas na TV. Congelei, se me pegassem
ali era palmada certa. Eu estava de camisola e todo o Universo achava que eu
dormia.
Pouco via, era penumbra. Pouco mais que os
lábios grossos da Glorinha, a mão de Rafa que tremia um pouquinho ao segurar na
dela. Demorou uns dois séculos para eles pararem de respirar alto e espiar pela
porta, mas pararam. A garota me pareceu indecisa se sorria ou não, mas sorriu,
meio, depois inteiro. Meu irmão também. E se grudaram num abraço, que achei que
durou não dois, mas três séculos.
Desgrudaram, mas não muito. Glorinha roçou o
rosto no rosto e a boca pareceu procurar a boca de meu irmão. Mas não era só. Um
pedaço da pele bronzeada da menina apareceu enquanto a mão de meu irmão
levantava a lateral da blusinha rosa.
Sempre tive boa memória mas não tem jeito,
aí me deu amnésia. Não lembro de nada do que meu irmão e sua namoradinha fizeram
depois. Jogaram dominó, creio. Ou discutiram as implicações da situação do
Oriente Médio na conjuntura monetária que o país atravessava. Não, creio que
jogaram dominó. Não lembro quem ganhou.
Lembro da Glorinha abotoando a última casa
de cima da blusa rosa, que se abrira talvez durante o jogo. Meu irmão fez que
penteava os cabelos com os dedos e deram uma última olhada em volta, de novo
invasores bárbaros com medo do inimigo. Quanto a mim, contei até cento e dez
pois minha matemática então só chegava até ali. Deixei a Corte, atravessei o
bosque e meia dúzia de minutos depois dormia no melhor estilo pedra, estilo que
cultivo até hoje. Não tive e nunca tive pesadelos, exceto quando mocinha fui
assistir a um daqueles horríveis filmes do Freddie Krueger, mas aí é outra
história.
Troco e-mails com meu irmão, técnico em
Sampa. De vez em quando numa esquina do Centro encontro Glorinha, assistente
social e um casal de filhos de um funcionário do INSS. Dizermos Oi uma à outra,
mas creio que para ela eu ainda sou aquela menina beliscadeira no sofá em frente
à TV. No que talvez tenha razão.
alto
Ver outras pessoas fazendo amor
Sempre tive cara de boazinha. Isso me deu vantagem. Depois de casada,
as pessoas gostavam de fazer amor na minha frente. Sabiam que eu seria respeitosa,
incentivaria e ficaria calada depois. Essa discrição me fez fazer amigos,
ver casais lindos a fazer mamãe-e-papai, coqueirinho, ataque-da-gata,
anal, chpação, engolir leitinho, lamber e beijar fendas de mulher. E gerou
vários dos quinze capítulos do livro! beijos!
alto
Como é transar com outro (I)
Uma dúzia ou pouco mais de amigas já me
perguntou como é a sensação de amar fisicamente outro homem, sendo casada.
Eu respondo, Gente, é tão natural e tão
estranho quanto pegar um ônibus ou passar num caixa de supermercado. São coisas
complexas e surrealistas, apenas a gente se acostumou.
O primeiro cara com quem transei na frente
do meu marido pareceu uma declaração da Terceira Guerra.
Hoje é tão simples. Prefiro meninos jovens,
entre seus dezenove e vinte e um. Menos que isso é menor de idade, nem pensar.
Mais que isso eles já se acham muito espertos, acham que têm algum direito, etc.
Prefiro rapazes de bom nível social, que
sejam um tanto tímidos, que nunca tenham tido namorada, ou só uma ou pouquinhas.
(Estou dando o tipo ideal, tá? Nem sempre isso acontece).
Quanto ao tamanho da bem... ferramenta
principal de trabalho, sem ser politicamente correta, não é o mais importante.
Até por que é mais difícil que se pensa saber antes o tamanho, ainda mais o
tamanho que interessa, da hora do vamos-ver. O importante é que funcione!
Já me perguntaram, e tem problemas de
funcionamento, em meninos tão jovens? Bem, são jovens são, mas as pessoas
desconfiam demais. Não dá pra imaginar o trabalho que Ludwig tem para convencer
um rapazinho de que: ele vai transar com uma mulher de seus trinta que (oh
vaidade!) manteve-se nos trilhos e engordou exatamente um quilo desde os quinze
anos; vai esfregar o falo nas coxas dela, chupar os seios dela, apertar o bumbum
dela; ela vai lhe chupar os bicos com força; vai sentir o gozo dela; vai gozar
sobre a barriga dela; tudo sem perigo nenhum; com consentimento do marido; não
vai pagar nem mesmo a conta do motel. E tem cara que para fazer isso paga
profissionais ou trai maridos com risco de levar tiro.
Ou seja, tudo o que um homem sonha. E eles
duvidam. Às vezes o rapaz já está dentro de mim quando se convence que é sério,
ele ganhou a sorte grande. Aí se solta. Aí é o paraíso.
(continua)
alto
Como é transar com outro (II)
Tudo bem, meu marido teve todo o trabalho de
arranjar um rapaz na igreja (! – surpresos?) ou clube, passou-lhe toda a
conversa, não, não somos membros de alguma máfia internacional do narcotráfico –
a única droga que entra em nossa casa são os programas de TV, que para esses só
desligando; não, não extraímos rins para venda ilegal no Primeiro Mundo - ele
não tem o menor perigo de amanhecer anestesiado numa banheira com gelo. Somos
exatamente o que dizemos ser: um casal que gosta que a banda feminina deste
casal ame outros homens. Ame, e estes depois caiam fora, ficando com a
recordação do prazer.
Tudo bem, o rapaz topou. Sexta ou sábado à
noite. A noite começa com Ludwig. Ele recebe o rapaz, acalma-o (às vezes é
preciso), e manda o cara para o banho. Daí eu não participo. E – detalhe
importante – Ludwig diz que ao sair, enxugue-se (claro!) mas venha sem nada.
Vestido só de amor. E sem chinelas, pelamordeDeus! Nada mais brochante que homem
pelado de chinela.
O garoto sai e surpresa, Ludwig já o espera
vestido de Adão também. Aí tem uns que encucam, acham que vai rolar homem-homem,
aí o pobre Ludwig tem de catequizar de novo, é que quem está na chuva é para se
molhar e ninguém ali é santo, etc.
Nisso eu me apronto no quarto. Gosto de me
vestir vulgar. Não submissa – nada de fantasias de house-maid ou
enfermeira, pelamor, mas vulgar. Breguíssimas tanguinhas de sex-shop, em forma
de coração com pompons nas bordas, o sutiã com aberturas nos bicos. Ou
tanguinhas menores ainda do tipo especial-para-garotas-de-programa, com aquela
rachadura dá para adivinhar aonde.
Aí eu entro. Cena linda como a vida: dois
machos pelados, Ludwig já acostumado, em completo riste no esplendor dos dezoito
centímetros e o garoto geralmente ainda nervosildo, a literalmente meio-pau.
Minha filosofia é, tem de acontecer logo, senão brocha tudo. E entro rasgando,
digo Oiiiiiiiii, tudo bem?! Dou-lhes beijoquinhas plec-plec no rosto e minha
mão em tubo já agarra aquele lugar que já adivinharam e dá um par de bombadas.
Adoro ver o os olhos de susto do menino. Mais ainda quando eu agarro uma das
mãos dele e ponho num dos seios e agarro a outra e boto vocês sabem em qual
pedaço de mim.
Nesse momento meu marido diz que vai nos
deixar livres para fazemos amizade.
E segue-se uma relação sexual entre a
senhora Ana Beatriz S., mineira, casada, professora, eleitora da circunscrição
de Juiz de Fora, com o senhor João Carlos ou Roberto ou Felipe ou Gabriel,
geralmente mineiro mas podendo ser carioca ou de qualquer outra procedência,
seguindo-se os gemidos e suspiros usuais em atos de semelhante natureza, com o
referido senhor esforçando-se por enterrar mais e mais o falo dentro do buraco
da referida senhora vulgarmente conhecido como boceta ou xoxota, esmerando-se
ambos em sentir muito prazer durante este ato.
Depois, banho tomado, eu já muito
ensabonetada e cheirosa, Ludwig já pronto para conduzir o rapaz para fora,
dou-lhe outros beijinhos plec-plec no rosto e digo que ele é muito gostoso. E
tchau. Cinco minutos depois, o garoto é só um passado gostoso.
Simples assim.
Beijos e beijos,
Beatriz
alto
Como é transar com outro (III)
Bernardo era um garoto de dezenove anos
de idade e instrumento bem grosso. Meu marido comprovou a grossura do
menino no vestiário masculino do AABB de Juiz de Fora, onde os homens ficam
todos pelados, e eu fiquei maluca. Queria porque queria aquela com o devido
respeito tora encravada entre minhas delicadas pernoquinhas, e enchia o pobre
Ludwig para ele dar um jeito. Fácil não foi. Bernardo era tímido, um tanto
incomum como seu nome. Ludwig teve de fazer trabalho de catequização,
conquistar amizade, etc. e outras bobagens necessárias.
E chegou o dia grande. Bernardo em nossa
casa, cheirando a rosas e recém-banho, sem nada da cintura para cima exceto
uma enorme aranha de pelos negros que grudava úmida em seu peito, e da cintura
para baixo só um jeans, sem nada por baixo. A cama enorme, Ludwig de lado
preparando-se para assim que o rapaz entrasse em ação, ele forçar também sua
calça para baixo, liberar os seus dezessete centímetros e se amar
solitariamente com o espetáculo.
Fui vulgar. (Adoro ser vulgar nesses
momentos). Puxei para o lado a tanguinha de sex-shop mostrando aquilo tudo
preto que havia por trás. Perguntei se Bernardo gostava daquilo, ele fez
balbucio de bebê que sim. Perguntei mais alto. O sutiã tinha uns furos bobocas
para os bicos de meus seios, mas na emoção esqueci e os puxei para o lado
perguntando se ele gostava daquilo mesmo, se ele não gostava era de ma-cho!
Rárá!
.Talvez pelo desafio, o cara quis mostrar
mesmo que era um machinho. Não se passaram nem cento e vinte segundos e já
estávamos na pose classicíssima, eu deitada de costas, Bernardo por cima quase
sem nos tocar, ele se apoiando com as mãos na cama, eu podendo verificar que
os pelos negros da aranha de seu peito tinham uma projeção para baixo onde
emendavam com os pelos negros dos quais surgia um poste, horizontal, recurvo,
muito muito duro, brilhante da plastificação de jontex, que desaparecia em
meio a pelos um pouco mais claros, esses os meus. Cada estocada do menino e
meus olhos teimavam em querer revirar e minha boca a querer dizer bobagens
entre as quais as expressões Vai quero mais fundo e Parece uma barra de ferro
não eram estranhas. A mão de Ludwig a três metros dali vestido apenas de amor
voava no seu instrumento, já prestes a virar gêiser a estourar.
- Estou prestes a gozar.
.Foi difícil. Difícil não cair na
gargalhada quando Bernardo disse isso. Dizer essa frase toda formal num
momento daqueeeeeles! Quase tive de tapar minha boca. Se eu gargalhasse
estragaria tudo. Bravamente não estraguei. O rapazinho esguichou um mel muito
grosso. O gozo de Ludwig pegou até em minha coxa. Quanto a mim. depois do
terceiro momento de ver estrelinha deixei de contar.
.Metade de hora depois, de banho tomado e
roupinhas todas coladas ao corpo, o canto dos pneus do rádio-táxi a se afastar
fizeram de Bernardo apenas mais uma lembrança em nossa vida de casal
diferente.
.Beijos e muitos beijos,
Beatriz
alto
Onde comprar
Por favor, deposite no
Banco do Brasil
agência 4732-5
conta 405.851-8
(deve aparecer o nome a b silva).
valor: R$ 12,90;
mais dois para nossos amigos do correio
total= R$ 14,90
Depois por favor envie uma mensagem
para meu e-mail, informando seu endereço.
beijos e beijos, Beatriz
alto